António Pedro Cerdeira

Ator

Nome incontornável da ficção nacional, António Pedro Cerdeira é um dos atores mais conceituados, completos e requisitados da sua geração. Da televisão ao cinema e ao teatro, vestiu e compôs diferentes personagens, muitas delas emblemáticas, imprimindo verdade e versatilidade a uma carreira recheada e vincada de sucessos. Pelo caminho, empresta também a voz para publicidade, locuções e dobragens de filmes.
 
Subiu pela primeira vez ao palco no Teatro Experimental de Cascais com apenas 18 anos, em 1988, logo após o curso de ator na Escola Profissional de Teatro de Cascais. Contudo, sente que se estreou com um papel mais consistente na peça “O Pecado de João Agonia”, de Bernardo Santareno. Dirigido por Carlos Avillez, integrou o elenco de várias outras peças, ao longo de sete anos, até subir ao palco do Teatro Nacional D. Maria II. Passou também pela Fundação Gulbenkian, Artistas Unidos, Teatro da Cornucópia, Teatro Aberto, Casa do Artista e Teatro São Luiz. 
 
É, contudo, em televisão que o seu talento e versatilidade se evidenciam. Protagonista de várias histórias, ascende depressa ao estatuto de galã com provas dadas na ficção nacional. Surge pela primeira vez no pequeno ecrã em 1991, na minissérie “A Marquesa de Vila Rica”, na RTP. Mas é com o seu desempenho em “Roseira Brava” (1996 – RTP) que conquista a atenção e o reconhecimento do público. Seguem-se “Primeiro Amor” (1996 – RTP), ”Filhos do Vento” (1997 – RTP), “A Grande Aposta” (1997/1998 – RTP), “Ballet Rose – Vidas Proibidas” (1998 – RTP), “Os Lobos” (1998/1999 – RTP), “Esquadra de Polícia” (1999/2000 – RTP), “A Febre do Ouro Negro”(2001 – RTP), “Ajuste de Contas” (2000/2001 – RTP), “Olhos de Água” (2001 – TVI), “Anjo Selvagem” (2001/2003 – TVI), “O Teu Olhar” (2003/2004 – TVI), “Inspector Max” (2004 – TVI), “Ninguém como Tu” (2005 – TVI), “Ana e os Sete” (2003/2005 – TVI), “Tu e Eu”  (2006/2007 – TVI), “Deixa-me Amar” (2007/2008 – TVI), “Feitiço de Amor” (2008/2009 – TVI), “Ele é Ela” e “Meu Amor” (2009/2010 – TVI), “Anjo Meu” (2011/2012 – TVI), “Destinos Cruzados” (2013/2014 – TVI), “Coração d’Ouro” (2015/2016 – SIC), “Bem-Vindos a Beirais” (2014/2016 – RTP), “Mulheres Assim” (2016/2017 – RTP), “A Impostora” (2016/2017 – RTP), “Rainha das Flores” (2017 – TVI), “Paixão” (2017/2018 – SIC), “Soldado Milhões – A Série” (2018 – RTP), “Alguém Perdeu” (2019), “Onde Está Eliza” (2018/2020 – TVI), “Conta-me Como Foi” e “O Atentado” (2020 – RTP), “Nazaré” (2020/2021 – SIC) e “A Serra” (2021 – SIC), entre muitas outras produções televisivas.
 
O cinema chega, entretanto, com “Os Mutantes” (1998) de Teresa Vilaverde e a partir daqui coleciona convites na sétima arte. A par de uma mão cheia de curtas-metragens, integrou elencos de “António, Um Rapaz de Lisboa” (2002), “Der gläserne Blick” (2003) e “Pele” (2006). Destaca-se em “O Mistério da Estrada de Sintra” e “Corrupção” (2007) e soma sucessos em “A Corte do Norte” e “Amália – O Filme” (2008), “O Inimigo Sem Rosto”, “Assalto ao Santa Maria” e “Filme do Desassossego” (2010), “Sei Lá” (2014), “Jacinta” (2017) e “Soldado Milhões” (2018).